Catarinalândia


Bem-vindos ao Reino do rock'n'roll, filmes e televisão, governado por Catarina, a Grande, déspota esclarecida e benevolente!

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Domingo, Janeiro 09, 2005


AUMENTA QUE ISSO É ROCK AND ROLL!

Há muito tempo que eu não ficava feliz em assistir a um programa da Rede Globo, e não estou falando das reprises do TV Pirata e do Armação Ilimitada. Falo do programa Estação Globo sobre Rock, no ar dia 09 de janeiro de 2005.

Os puristas que assistiram já devem ter sua lista de bandas não mencionadas ou injustiçadas (se bem que eu duvido que puristas assistiriam a um programa da Globo sobre rock). Eu, incurável otimista, prefiro pensar que qualquer referência ao Rock numa emissora aberta já é digna de louvor. Ainda mais apresentado por Rita Lee e o sempre polêmico e competente Álvaro Pereira Júnior, editor chefe do Fantástico, colunista do Folhateen e apresentador do Garagem (Brasil 2000).

No programa, os 50 anos do rock, oficialmente comemorados em 2005, são contados por imagens de arquivo (afinal, são 40 anos da Vênus Platinada), depoimentos de quem fez e ouviu, misturadas a apresentações de artistas repaginando clássicos dos 1950 aos 2000.

A memória do rock é reconstruída e sua difusa história reencontra seu sentido, seus heróis e seus hinos. Elvis, Beatles, Hendrix, Doors, Stones, Ramones, Nirvana, Nora Ney, Jovem Guarda, Blitz, Circo Voador, Cazuza, Barão, Paralamas, Mangue Beat.

Teve até a presença de Lobão, que até um bom tempo estava banido da Globo por ter uma atitude altamente rock and roll em pleno Domingão do Faustão (puxara o jingle da campanha de Lula em 1989, quando o candidato da emissora era Collor).

Teve também heróis da escriba roqueira, André Forastieri (ex-editor da saudosa Bizz) e Tom Leão. Teve até Sepultura! Será que o rock mudou ou foi a Globo que mudou? O rock, segundo a última coluna de Lúcio Ribeiro (Folha de São Paulo) voltou a ser cool em 2004, e 2005 já promete ser mais um ano farto de rock, para todas as safras. Terá o rock renascido das cinzas do marasmo e do conformismo, ou será que ele nunca morreu, tal como Elvis?

A Globo já foi palco de lançamento de vários artistas bem rock and roll, como Raul Seixas, Mutantes e Rita Lee (que foi contratada da Som Livre durante umas duas décadas); bancou as transmissões do Rock in Rio I, grande vitrine do nascente BRock oitentista; passou clips dos Titãs, Legião, Paralamas (todos dirigidos por Boni). Tá certo que, na grande mídia, depois vieram os tchans e o rock, tchuns. Mas isso é outra história.

Forastieri disse que o rock não é um tipo de som, mas uma atitude de ir contra o que está estabelecido. Essa é o grande sentido histórico que muitos críticos e músicos creditam ao rock: a contestação, a juventude, o sonho. Interessante o paradoxo: nada mais mainstream do que fazer um documentário na Globo, mas quem disse que rock é coerente?

Cada um faz a sua imagem do rock, conforme suas próprias experiências. Informar-se sobre a história do rock também legal, conhecer o passado, estar ligado no presente, mas se tem uma coisa que Rita Lee disse na abertura foi: o rock não tem dono. Eu acrescento: nem a História do Rock tem dono.

Quando comprei meu primeiro disco do Nirvana, no meu niver de 14 anos, em 1992, nunca poderia imaginar que Nevermind fosse toda essa revolução que os críticos apregoavam. Pra mim, na minha profunda e abençoada ignorância adolescente, aquele era um pusta disco, na medida perfeita para meus hormônios em ebulição.

Cada ¿historiador¿ do rock tem o seu ideal de rock na cabeça. Há os que pensam que rock de verdade se faz na honestidade, com três acordes, sem frescura, tal como os punks. Há os que acreditam que rock é atitude e técnica, uma forma de arte que pode ser depurada, como os clássicos progressivos. Há os que acham que tudo é pop, e que o rock é uma grande mistureba. Suas opiniões podem ser encontradas em jornais, revistas e sites.

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante: já tive muito preconceito em relação a tudo, mas há um tempinho que penso ser bacana apreciar o rock na sua diversidade, como a trilha sonora de nossas vidas, cheias de momentos e sentimentos variados.

Quem nunca chamou Bee Gees para dançar coladinho, ou pediu para Lennon & McCartney fazerem uma serenata para a/o amada(o), ou se trancou no quarto com Cure para curtir um bode, ou ainda equipou o carro com B 52s para viajar numa manhã de primavera?

Caramba, a vida é tão imensa, que 50 anos de rock ainda é muito pouco: que venha mais!



Súditos que beijaram a mão da Rainha:

Sexta-feira, Janeiro 07, 2005


FÉRIAS!

Antes que esse blog seja confiscado pelo MST como propriedade improdutiva, devo dizer aos meus queridos súditos que por ser uma déspota esclarecida, benevolente, loira e altamente solicitada pelos círculos bam bam bam high society, tirei uns dias de folga, porque a Rainha não é de ferro.

Continuo com muita preguiça e nenhuma idéia na cabeça. Mas em breve eu venho lhes trazer a Luz da sabedoria de corte. Enquanto isso vai dando um look nos links do meus Reinos Aliados: o Blogar, pra quem curte rock, a Whiplash, pra quem curte rock e metal, etc etc etc...

I'LL BE BACK



Súditos que beijaram a mão da Rainha:



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