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Quinta-feira, Dezembro 23, 2004
HO HO HO!!!!
Queridos(as) Súditos(as),
A Rainha Catarina, a Grande, deseja a todos vocês um Natal bem farrrrrto, com bastante castanha, sidra e peru, e Boas Entradas no Ano Novo que se aproxima (ouch!)!!!
Para quem quer enviar cartões de Natal e Ano Novo bem sacanas, mas com muito bom gosto, clique no Hello Crazy!
Para quem quer enviar uma mensagem bonitinha, cheia de significados profundos, clique aqui, e não se arrependerá!!!
Um grande beijo a todos vocês!
Decretado por Catarina,a Grande
6:19 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Terça-feira, Dezembro 14, 2004
WE COULD BE HEROES JUST FOR ONE DAY
O filme Os Heróis (The Guys, em exibição no Telecine Premium) tem como tema central o episódio do Onze de Setembro, tomando como base a relação entre um bombeiro e uma escritora. Ele (Anthony LaPaglia) escapou por pouco de ir às Torres no fatídico dia, e agora é convidado a prestar homenagem a quatro colegas mortos. Ela (Sigourney Weaver) é procurada por ele para ajudá-lo a escrever os discursos.
É filme tocante, simples, pautado em memórias e diálogos delicados, já que foi feito menos de um ano após o incidente. Mas apesar de ser sobre o Onze de Setembro, um episódio doloroso de nosso tempo, vemos a história do filme se transformar em uma reflexão sobre a dor, a perda repentina, o trauma e pós trauma. É um desabafo sobre o impacto da morte e da tragédia sobre a vida de quem fica, numa sociedade em que a violência espetacularizada e os afazeres da vida ultramoderna jogam um véu sobre as pessoas, não nos permitindo enxergar os outros como seres humanos.
Um aspecto interessante do filme é a questão das palavras: para que servem? Palavras não são ações, de que adianta falar? Para quem trabalha com o pensamento e com as palavras, como profissionais de Humanas, essa história traz um alento e uma esperança.
A forma como a escritora transforma as difusas memórias do capitão em um discurso coeso, forte e sensível nos faz lembrar como a palavra é importante para nós, como é bom poder nos expressar, nomear nossos sentimentos, nossos medos, nossa angústia, para começar o processo de cura e de superação.
Cada ser humano é dotado de habilidades especiais e, mesmo que a palavra e o pensamento sejam menosprezados atualmente pela sociedade em geral, somos nós que devemos reconhecer nos outros a sua humanidade e seus dons, valorizando o que cada um possui de positivo para contribuir. Todas as ferramentas são importantes (veja o filme e entenderá).
Decretado por Catarina,a Grande
10:19 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Quinta-feira, Dezembro 09, 2004
O QUE VOCÊ FARIA SE FOSSE UM ANJO?
Eu me amarro em uma série transmitida pela Warner chamada Touched by an Angel, ou O Toque de um Anjo, exibida nos EUA de 1994 a 2003. O argumento é simples: anjos são enviados à Terra com a missão de orientar os seres humanos para os desígnios de Deus. Eu, que não tenho religião nenhuma, acredito em Deus e acho interessante observar as diversas formas como o tema religioso pode ser apresentado.
Nessa série, o Deus é cristão, como não podia deixar de ser. Mas não há menção alguma de igreja ou denominação específica, mas a forma como os temas são tratados traz um sabor protestante, já que a formação religiosa americana é protestante. Falar em protestantismo, porém, significa falar em protestantismos, e em centenas de ramificações que marcaram essa verve cristã desde o século XVI.
Enfim, desde o início da mídia eletrônica nos EUA (anos 20), as grandes redes de rádio e depois de TV fizeram um acordo para barrar o avanço de propagandas religiosas de evangelistas que usavam o espaço midiático para proselitismo (isto é, para convidar os ouvintes para conhecer sua igreja). Não que as grandes redes (na época, NBC e ABC) não tivessem simpatia por religião ¿ pelo contrário, seus donos e diretores tinham boas relações com certos ramos protestantes. O acordo que se estabeleceu foi: pode-se falar em religião, mas só se privilegiar grandes temas, verdades amplas (broad truths), que não venham a ferir a maioria do público, religioso ou não.
Nessa perspectiva, podemos entender porque existiu um programa como Touched by an Angel. Mas deixo a historiadora de lado para falar da série como fã. Como não sou nenhuma santa, comecei a assistir a série por causa do anjo Andrew (John Dye), mas em pouco tempo passei a me interessar pela série como um todo. Por uma hora, você é levado a pensar: e se houvesse anjos em forma humana para nos socorrer? Não seria uma maravilha? Mas a moral da história é: anjo algum poderá fazer o que o ser humano deve e pode fazer. Deus guia, mas quem faz somos nós.
Se você não acredita em Deus ou anjos, também vale dar uma chance à série, caso não tenha visto. O núcleo da série é formado pelos anjos Mônica (a irlandesa Roma Downey), Tess (a fantástica e carismática Dela Reese) e Andrew (John Dye), e o programa já contou com participações especiais de Bill Cosby, Stephen Baldwin, Faye Dunaway, BB King, entre muitos outros. Infelizmente deixou de ser produzida pela CBS em 2003, mas ainda é possível pegar novos episódios às 8h30 e 3h na Warner do Brasil.
Ficha técnica à parte, cada vez que assisto a um episódio, termino pensando: o que eu faria se fosse um anjo? O que eu faria se encontrasse um anjo? E você, nunca se pegou pensando nisso?
Decretado por Catarina,a Grande
12:39 AM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:

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