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Sábado, Janeiro 31, 2004
MEMORIES....
Catarinalândia vem recebendo a cada dia nossos súditos, ávidos por conhecimento em rock and roll, cinema, televisão e cultura inútil em geral.
É em consideração a você, ignóbil e caro súdito, que trago alguns posts do fundo de meu baú de diamantes. Os súditos cativos poderão relembrar alguns dos meus momentos mais inspirados.
Enquanto requento essas pérolas, preparo novos posts...aguardem e confiem!
Luta Livre
Loucademia de Polícia
Desintegrando-se / The Cure / A.C/D.C. (antes e depois da TV a Cabo)
Ode a Zucker-Abhahams-Zucker / Momento Top Ten Harry Potter II
Troféu Rainha do Trash da TV
Por que eu amo Paul McCartney
O ataque do pão de queijo assassino
Aula-Trote
Pausa para os Reclames
Influenza Maligna (ou Sabores da Minha Infância)
Mulheres podem fazer sexo como Homens? (por Duquesa de Andrade)
Quem eu quero ser quando crescer? (sobre seriados)
Decretado por Catarina,a Grande
12:40 AM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Quarta-feira, Janeiro 28, 2004
GAFES
Uau, cambada, voltei! Depois de uns dias ajudando a reconstruir o Iraque, aproveitei para dar uma esticada nas Bahamas, para desestressar. Ser Rainha de vez em quando cansa...
Gafe mesmo foi ter deixado de comemorar aniversários importantes de queridos súditos e amigos capricornianos e aquarianos nesse mês de janeiro:
Dia 08 de Janeiro: Elvis, que Deus o tenha.
Dia 09 de Janeiro: Jota, o Todo-Poderoso da Melhor Revista Virtual de Rock¿n¿Roll e meu ex-chefe, Whiplash!
Dia 17 de Janeiro: esse é um dia especial. Pessoas muitos abençoadas nasceram nesse dia, que só não é mais especial que o MEU aniversário:
Meu irmão, o Príncipe Infante
Minha amissíssima, Condessa di Marchi, a Rainha do Trash da TV
Muhammed Ali, the Greatest
The Almighty Jim Carrey
Dia 25 de Janeiro: minha amissíssima Marquesa de Teixeira, a Vice-Rainha do Trash da TV
(além dos 450 anos de São Paulo, cidade que umd ia foi do meu coração, mas que hoje, para mim, não passa de um esgotão aberto e uma dor de cabeça sem fim).
A todos vocês, minhas sinceras desculpas e meus parabéns atrasados. Como nos velhos tempos, abro os portões de meu castelo para chibatadas nas masmorras e Yakult Espumante à vontade!
* * *
REALIDADE REAL
A cada edição do Big Brother Brasil, vários veículos de comunicação se prestam a tirar sua casquinha. Programas de fofocas das concorrentes dedicam fartos espaços de seu tempo para escavar os mais lúgubres detalhes de cada participante; humoristas esmeram-se em aproveitar cada piada que sobra; e o público forma sua opinião sobre as panelinhas, os carismáticos, os antipáticos.
Ainda que o homem do baú, Sílvio Santos, tenha lançado a Casa dos Artistas em janeiro de 2002 (ou seria dezembro de 2001?), baseado no formato comprado pela Globo da holandesa Endemol, ainda assim, o reality show não pode ser creditado à essa leva de programas.
Uma pequena arqueologia do reality show nos mostra que o formato é um tanto antigo. Se entendermos que qualquer programa de TV que lide com emoções (em especial fortes e indomáveis), com a realidade nua e crua, podemos remontar os primeiros reality shows à época do Povo na TV, pai do Aqui Agora, ambos crias do SBT.
É o que se convencionou chamar de jornalismo sensacionalista. Na verdade, a imprensa que reivindicava neutralidade e distanciamento que chamou Gil Gomes, O Homem do Sapato Branco, Notícias Populares de sensacionalista ou imprensa marrom. Não somente pelo tom da cobertura jornalística, mas também por trazer vozes anônimas para chorar as pitangas no ar.
Porém, assim como o BBB, o Povo na Tv (1980) e o Aqui Agora (1990-1994) contaram com edições, pois a realidade total (ou aquilo que acreditamos ser a realidade) não cabe numa telinha, com todas as limitações de horários, e patrocinadores.
Com a edição, cria-se o efeito-verdade ou efeito-realidade. Quem não se lembra dos tiroteios e perseguições policiais cobertos pelo Aqui Agora, ou Cidade Alerta, ou Repórter Cidadão? Aquela câmera trêmula, parente do Cinema Novo e do Realismo Italiano, em que se procurava retratar justamente...a realidade?
As fronteiras entre realidade e ficção andam há tanto tempo tão indefinidas! Mas desde que os meios de comunicação que usamos hoje foram inventados, no fim do século XIX, a questão da realidade vem aparecendo para nos perturbar. Assim como desenvolvemos uma desconfiança em relação à veracidade das informações trocadas pela internet, há mais de cem anos, quando o telefone foi inventado, havia uma penca de gente que se recusava falar ao telefone: como acreditar em alguém que não se pode ver? Por isso, o adjetivo phoney (falso) vem dessa época também.
Negar que existe uma realidade parece impossível: se cortarmos nosso braço, ele vai sangrar. Mas a forma como vemos nossa realidade tem uma importância tão grande quanto o sangue que corre em nossas veias.
Decretado por Catarina,a Grande
12:54 AM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Quinta-feira, Janeiro 15, 2004
DESIGN RULES!
Problemas em combinar a cor da calça com a da cueca? Incapaz de se livrar daquele sofá roxo com bolinhas amarelas? Indeciso quanto à reforma da casinha de cachorro? Chame Laurence Llewelyn-Bowen, o designer mais rápido do oeste!
Desde que fiz uma reforma em meu castelo, venho me interessando por decoração de interiores...e de exteriores também. Se a gente se esmera em parecer impecável quando sai na rua, por que com a nossa casa isso deveria ser diferente?
A Duquesa de York, Lady Grace, confidenciou-me certa feita que lá em London London o mercado imobiliário é quentíssimo. E que as pessoas compram a casa já mobiliada. Por isso, decoração é uma questão de investimento para atrair possíveis compradores. Isso explica os milhares de programas sobre decoração e cuidados com a casa que pululam nos canais da BBC, Channel 4 e ITV.
No Brasil, para os assinantes de TV a Cabo, há a possibilidade de assistir a dois programas deliciosos sobre decoração: Changing Rooms e Design Rules, ambos pela People&Arts (cuja programação é da BBC).
Em Changing Rooms (Minha Casa, Sua Casa), duas duplas trocam de casa, e uma tem de refazer um cômodo da casa da outra dupla, cada qual com o auxílio de um designer/arquiteto. O clima do programa é divertido, ao modo inglês, e mostra como um quarto feioso pode se transformar na Cinderela dos interiores.
Desde que a série começou, em 1996, um designer foi se destacando pelo carisma, charme, ternos impecáveis e gosto ousado: Laurence Llewelyn-Bowen. Um fofo. Ele é tão bom que ganhou um programa próprio, Design Rules (Siga o Decorador), que explica as regras para aproveitar a luz, os móveis, o espaço da casa, de forma bastante prática.
Não bastasse isso, o rapaz é elegantérrimo, dono de uma voz grava e suave, um sotaque lindíssimo, uma coisa!! Ciente de tantos atributos, ele não chega a ser metido, mas faz muito bonito em frente às câmeras. Seria totalmente narcisista se em sua página pessoal (que tem até link para fã-clube) não tivesse um espaço para sua amada esposa Jackie.
Isso porque ele ainda não me conheceu....
* * *
PS: Povo, ausentar-me-ei por alguns dias, mas até o fim do mês, retorno para os braços do povo.
Decretado por Catarina,a Grande
11:26 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Segunda-feira, Janeiro 12, 2004
BEAUTIFUL BOY ou PAUSA PARA O COLÍRIO ou MOMENTO DE TIETAGEM
A TV é uma grande fonte de imaginação, ao contrário do que muitos críticos pensam. Longe de o espectador ser uma ameba que aceita tudo o que se passa na tela, ele absorve a programação ao seu modo. Vide meu exemplo. Por detrás de toda essa formação intelectual, na verdade também sucumbo aos prazeres mais primários, selecionando filmes e programas contendo atores bonitinhos.
Às vezes não são bonitos para a maioria, mas sempre possuem aquele charminho...até que outro ator apareça. Na verdade, se eu corresse atrás de filmes com atores somente bonitos, seria fã número um do Tom Cruise. O sujeito deve ter um algo mais.
Eis uma descoberta que fiz zapeando minha super TV de 200¿ recentemente. BEHOLD!
JEFF BRYAN DAVIS!!
Queeeem? VI-TRO-LA!!!
Nunca fui fã do programa Whose line is it anyway? , da Sony. Até hoje me pergunto como isso foi possível, pois o programa é excelente para quem gosta de comédia de improviso. O formato, para quem não conhece, é um palco em que cinco comediantes improvisam sobre qualquer situação. Não há trucagem, não há cortes, e durante meia hora a trupe do Drew Carey Show , comandado pelo Drew Carey, representa as mais diversas situações, como anunciar um CD contendo 400 músicas para taxistas.
Há sempre um comediante convidado. Um dia, foi o Robin Williams. Outro dia, foi o belíssimo Jeff B. Davis. Lindíssimo e talentoso, não jogou uma piada fora. Mesmo que jogasse, só sorriso dele já valia o programa inteiro. Atualmente ele atua na sitcom Happy Family, sem previsão de estrear por aqui (se um dia estrear).
Quem disse que não existe coisa boa na TV (a cabo)?
Decretado por Catarina,a Grande
1:13 AM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Domingo, Janeiro 04, 2004
PÍRULAS PARA O CÉLEBRO
Curiosidades e outras inutilidades:
Você sabia....
1. Os atores John Cleese e Michael Palin, que contracenaram com Kevin Kline e Jamie Lee Curtis em Um Peixe Chamado Wanda e Ferocidade Máxima, eram do sexteto Monty Python? E que o Monty Python , antes de fazer sucesso em filmes como Em Busca do Cálice Sagrado e A Vida de Brian, tiveram um programa de TV na BBC, entre 1969 e 1974, chamado Monty Python Flying Circus?
2. E que o Pink Floyd, durante as gravações de Dark Side of the Moon, parava religiosamente tudo o que estavam fazendo para assistir ao programa do Monty Python, em 1973?
3. Que parte do dinheiro da venda de Dark Side of The Moon (um dos maiores sucessos de venda não só da época, mas de toda a história do rock) financiou os filmes do Monty Python, que também foram produzidos por George Harrison....
4. ....Que quase foi à falência por investir em cinema?
5. Que a dança (?) de Michael Stipe no clip Losing My Religion foi inspirada no clip de Sinéad O¿Connor, Emperor¿s New Clothes?
6. Que muito, muito antes de haver Histórias em Quadrinhos, pinturas sacras do século XVI traziam figuras com balõezinhos explicativos que saiam de suas bocas?
7. Que o termo taxa veio da Família Tassis ou Taxis, que controlava o negócio de correio na Europa no século XVII, numa época em que as entregas de encomendas e mensagens (inclusive de reis e rainhas) eram feitas a cavalo?
8. Que Killing an Arab, primeiro single do The Cure, foi inspirado no principal trecho do livro de Albert Camus, O Estrangeiro?
9. Que o termo soap-opera, para designar novelas nos Estados Unidos, vem do fato de nos primórdios da TV, os patrocinadores darem seus nomes aos programas. Assim, as novelas, que eram sempre patrocinadas por empresas de sabão e sabonete, ficaram conhecidas como soap-operas?
10. Que as primeiras transmissões de TV a cabo começaram nos Estados Unidos nos anos 40, para satisfazer a demanda de pessoas que não conseguiam assistir televisão devido ao fraco sinal das grandes redes; mas somente a partir dos anos 70, quando a HBO transmitiu ao vivo a luta entre Joe Frazier e Muhammed Ali, a TV a cabo passou a competir com a TV aberta e produzir programação própria?
Você sabia?
Decretado por Catarina,a Grande
2:20 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:

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