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Sábado, Dezembro 27, 2003
SEJA A MUDANÇA, SEJA O MILAGRE
Traduzindo: um olho por um olho tornará o mundo cego.
Manter um blog nem sempre é fácil. Como qualquer atividade rotineira, uma hora cansa. Estava quase pensando em fechar esse blog, cansada da minha falta de criatividade, quando assisti ao Retrospectiva 2003 da Globo. Esse é o tipo de programa que evito assistir, pois descamba para o sentimentalismo descarado, do tipo que me faz chorar no fim do programa.
Depois daquele monte de imagens de guerra, crianças mutiladas, gente morta, catástrofe, pensei: de vez quando (de vez em sempre) temos tudo para achar a Humanidade um lixo. O planeta está povoado de seres repugnantes, gente nefasta, nojenta, bando de ladrões, facínoras, desalmados, sem coração. Perguntamo-nos: onde é que isso vai parar? Quem tem poder para parar com tanta desgraça?
Na hora em que pensei em encerrar o blog, há poucos minutos, veio-me a imagem de Gandhi, e uma de suas frases mais incisivas e suaves, como toda sua existência: Seja a mudança que você quer no mundo.
Já comentei em outro post que o filme Todo Poderoso, de Jim Carrey, parafraseou essa sentença, transformando-a em Seja o milagre que você quer ver no mundo. Be the miracle!
Olhando para as pessoas ao meu redor, é impossível pensar que a Humanidade está completamente perdida. Tantas lições boas aprendo diariamente com meus pais, meu irmão, meus amigos. Com coisas que vejo na TV e leio nos jornais. Sem falar nos livros, inúmeros na jornada desta escriba historiadora. Tantas oportunidades preciosas que tive durante esse ano para me tornar uma profissional melhor, e uma pessoa melhor. Tanta coisa boa que às vezes eu me acho tão pequena, tão aprendiz...
Quantas vezes ficamos impressionados com imagens fortes de guerras distantes, participamos de passeatas pela paz, mas não deixamos de xingar religiosamente o infeliz que pisa no nosso pé, ou que fica embaçando no carro da frente? Pedir santidade a um ser humano é ridículo e hipócrita.
Gandhi, porém, ensinou um povo inteiro a resistir a uma situação muito pior do que um egocêntrico pisão no pé, sem apelar para a violência. O movimento de resistência pacífica na Índia, então colônia britânica, na década de 40, serviu de inspiração para Martin Luther King Jr. pregar o Sermão da Montanha para seus conterrâneos, vinte anos depois.
Talvez nunca haverá um ser humano como Mohandas Gandhi, depois chamado de Mahatma, a Grande Alma. Talvez precisássemos de um exército de Mahatmas para aplacar a covardia e a truculência humana. Mas enquanto ele não vem, sejamos a diferença que queremos ter nesse mundo.
Já disse outro ser sobre humano, São Francisco de Assis: comece fazendo o necessário, depois, faça o possível, e logo estará fazendo o impossível. Comece por um sorriso. Não será fácil. Mas um provérbio budista diz: se cair oito vezes, levante nove.
Essa é a minha longa mensagem para 2004, queridos súditos. Desejo a vocês idéias férteis, corações leves e gestos semeadores de bondade, alegria, paz e prosperidade (ou como diria a velha musiquinha: muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender).
* * *
P.S.: Povo, eu não vou fechar o blog, não...Depois de publicado, percebi que o texto dá a entender isso. Mas mudei de idéia (please, do not leave!!!..hheheheh)
Decretado por Catarina,a Grande
1:15 AM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Quinta-feira, Dezembro 25, 2003
E antes que eu me esqueça....
FELIZ NATAL, CAMBADA!!!!!!!
Enfim, jingle bell$$$ para todos vocês e muitos brioches na mesa.
Beijão!
Decretado por Catarina,a Grande
12:45 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Terça-feira, Dezembro 23, 2003
BALANÇOS E BALANCETES
Como já escrevi em posts anteriores, essa época de fim de ano é uma das minhas favoritas por razões puramente sentimentais. Esse ano, então, foi particularmente fantástico em Catarinalândia. Só lamento não ter escrito mais, pelos intensos compromissos que minha agenda Royal me reservou.
Essa é também uma época de listas, top tens, melhores e piores...enfim, balanços e balancetes. Tempo de dar a última olhada para trás antes que tudo se acabe. Tempo de fazer um monte de promessa para passar o ano inteiro quebrando. Pois, afinal, a vida continua, e a tendência é se portar da mesma maneira que nos anos anteriores.
Mas, o que Catarina, a Grande Rainha Sumida, tem a comemorar nesse ano que se finda? Veja se você, ó, querido(a) súdito(a), concorda comigo:
1) Cinema: definitivamente, Catarina deu uma guinada para o mundo encantado dos filmes, repetindo o feito do ano passado. Por conta de compromissos, não pude assistir a todos os filmes de que gostaria, mas foram sessões muito bem aproveitadas. Como é pública e notória minha admiração pelas comédias, o troféu Catarinalândia de melhor sessão Pipoca vai para:
* As Panteras 2 : women that kick a lot of asses
* Confissões de uma mente perigosa : para homenagear minha fase obcecada por Sam Rockwell
* Abaixo o Amor : pela fofíssima Reneé Zellweger e pelo fofíssimo Ewan McGregor
* Simplesmente Amor : pelo conjunto da obra
* A Taça do Mundo é Nossa : porque eu amo Casseta & Planeta!
2) Rock and Roll : peço desculpas à minha nobre Duquesa de York, Lady Grace, que me presenteou com singles diretos de London London (White Stripes, Strokes, yeah Yeah yeahs, Black rebel Motorcycle Club), mas continuo recalcitrante na minha trip saudosista. Na verdade não foi tão saudosista assim, pois apesar de eu ter comprado discos mais velhos que eu, eram inéditos para mim. Com exceção honrosa de Dark Side of The Moon. O prêmio Gramofone de Ouro vai para:
·* EMI : por ter relançado parte do Paul McCartney Collection, com os Cds dos Wings, a preços camaradésimos. Agora minha coleção do Paul está quase completa, só faltando relançarem o trabalho solo do Paul dos anos 80 e 90 em edição nacional.
* Pink Floyd : o azarão do ano, que me conquistou de novo, após mais de um ano sem tirar a poeira do CD (vide post abaixo).
* Sisters of Mercy: trilha sonora de minhas andanças pelo outono de 2003.
* R.E.M. : todo ano tem um período em que dedico à devoção de REM , e esse ano não foi diferente. Dedico o prêmio do REM à Duquesa de Andrade, por ter ajudado na divulgação da cultura REM pelo restante do globo.
* À Lady Grace, por ter me presenteado com duas fotos do Beatles Museum, ao lado de Abbey Road ¿ um com os Beatles, outra só do Paul....PAUUUULLL!!!!!
* * *
COTAÇÕES
IN:
Franjas, franjas, franjas!
Bolinhas
Listas
Rosa, pink, violeta
Bermudas
Maria Rita (detesto MPB, mas a filha de Elis is really something)
Kings of Leon
OUT:
Variações térmicas absurdas
Sandálias/sapatos plataforma ¿ não sei como alguém consegue usar isso e se sentir confortável
CD nacional a R$ 35,00.
Ditadura do DVD : e o que eu faço com minhas fitas de vídeo?
Russell Crowe: engordou, casou, ficou hor-ro-rí-vel! O encanto acabou...
MAPA ASTROLÓGICO:
Fase Rush = dezembro de 2002 a fevereiro de 2003.
Fase Madonna (sim, acredite se quiser) = agosto de 2003
Fase Sam Rockwell = janeiro a maio de 2003
Fase Sisters of Mercy/Andrew Eldritch = março a junho de 2003
Fase Wings = junho a dezembro de 2003
Fase Pink Floyd = dezembro de 2003
Fase REM = junho a setembro de 2003
Fase Seinfeld = setembro a dezembro de 2003
Fase Metamorfose Ambulante = forever
Decretado por Catarina,a Grande
2:44 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Sábado, Dezembro 13, 2003
O Lado Brilhante da Lua
The lunatics are in my hall...
A TV é uma caixinha de surpresas agradáveis. Bom, a TV a cabo, pelo menos.
No último domingo, por exemplo, tive uma epifania. Ao assistir a um documentário sobre Álbuns Clássicos, no canal GNT, tive meu surto de Pink Floyd.
O álbum documentado foi The Dark Side of The Moon (1973). Daí que me dei conta de que faz 30 anos que essa gema foi lançada.
Não posso dizer que sou fã incondicional do Floyd, porque meu conceito de fã é algo muito específico: é o sujeito que procura comprar todos os discos, sabe toda a história da banda, sabe a data e o local de nascimento de todos os membros da banda, dos roadies, das faxineiras e dos músicos de estúdio de cada álbum.
Eu mal tenho dois discos do Floyd. Mas gosto muito daquilo que ouço, e essa é a mágica da banda.
Ao invés de botar Rush, Yes, Floyd, Emerson, Lake and Palmer (e quetais) no mesmo saco, e chamá-los de progressivo, creio que o mais interessante é tentar entender cada banda no que ela tem de particular.
No caso do Pink Ployd, uma definição bacana do seu som é space rock. Aquela sonoridade bem etérea, viajante, guitarrinhas ao vento, ruínas de Pompéia, megatelões, tudo big! O Floyd tem uma mania de grandeza que combina com a suntosidade de Catarinalândia.
Há aqueles que enchem o saco dos fãs desse tipo de som. Quer saber? You know what? Eu já embarquei nessa uma vez, e uma coisa é você ser crítico de música, e ter de analisar os lançamentos, incensar os queridinhos e descer porrada nos velhinhos, com prazo de entrega para os textos. Outra coisa é você ser um mero, simples e mortal ouvinte, na sala, no quarto, na varanda ou numa casinha de sapê; que investiu seus parcos reais num CD ou num vinil, e que está interessado em curtir seu sonzinho numa boa.
Assim, acredito que para cada momento há um tipo de som. Ou melhor, cada tipo de som tem seu momento dentro de nossas vidas.
E olha que engraçado: por esse comportamento quase esquizóide em relação à música, já fui taxada de duas coisas, de eclética e de tapada.
Um colega, fã purista de rock, chamou-me de eclética, mas disse que ecletismo é eufemismo para falta de gosto.
Outra feita, numa aula de inglês, quando disse que só ouvia rock, fui chamada por outro colega de narrow-minded, ou seja, tapada, porque não ouvia MPB.
Na adolescência, muito da experiência de se ouvir rock (e qualquer outro estilo também) se deve à vontade de pertencer a um grupo, de ser aceito, de curtir bandas que delimitem uma identidade: metal, gótico, indie, e blá blá blá. Mas a identidade não é uma coisa fixa. A gente muda, não muda? E nosso gosto também muda.
Não acredito que existam coisas imiscíveis, que não se misturem, dentro do rock, pois quando estamos curtindo nosso disquinho, somos nóes quem decidimos o que é bacana e o que não é. Mais bacana ainda: podemos mudar de opinião.
Por isso, passarei o Natal com meu Dark Side of the Moon, apreciando a suavidade da voz de David Gilmour, os teclados e o piano de Rick Wright, a bateria vigorosa de Nick Mason, e as letras e o baixo nervoso de Roger Waters.
Antes que eu mude de idéia....
Decretado por Catarina,a Grande
3:08 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Sexta-feira, Dezembro 12, 2003
YOU WANTED THE BEST...YOU'VE GOT THE BEST!!!!
Bicho, sem comentários....metade da minha dissertação de mestrado foi turbinada ao som de Kiss!
Veja Monalisa, John Travolta, Beatles, entre outros, no Kiss Your Face - aqui.
* * *
Ah, sim : a primeira vez que vi referência a esse site foi no Blog'n'Roll!
Decretado por Catarina,a Grande
12:12 AM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Sábado, Dezembro 06, 2003
SIMPLESMENTE WORDERBA!
Ah, o amor....o amor é lindo...Simplesmente Amor(Love Actually)!
Filme altamente recomendável para corações felizes, corações remendados, corações solitários. Quem está sozinho não fica deprê, eu agarântio.
Como todo filme inglês de destaque, trata-se de um filme diferente. O tema, tão batido, é abordado de forma delicada, sensível, e não, sentimentalóide. Do jeito que Catarina gosta.
Começando pelo elenco: totalmente estrelado. Mas nenhum tenta sobrepor-se ao outro, pois são tramas paralelas, de relacionamentos que se resolvem das mais diversas maneiras.
Tenho de confessar que o que me fez assistir ao filme foi a presença de um dos meus musos, Alan Rickman, que interpreta o chefe de Rodrigo Santoro. Bom, não podia deixar de prestigiar o produto nacional em terras estrangeiras. Ainda mais usando óculos! Mas o filme como um todo cativa o espectador.
Temos Emma Thompson, como a esposa de Alan Rickman. Que tem uma queda pela secretária, muito mais jovem do que ele. Que trabalha junto de Sarah (Laura Liney) e Rodrigo Santoro. Que são loucos um pelo outro, mas não abrem o jogo.
Temos também o noivo, cujo melhor amigo é secretamente apaixonado pela noiva. Ambos são amigos de um escritor que acaba de levar um chifrão da mulher. E vai se esconder numa casa de campo na França, e que se apaixona pela faxineira, que é portuguesa e não manja nada de inglês.
Temos o britânico que vai pros Estados Unidos só pra catar o mulherio. O amigo do cara é amigo de um casal que dubla filmes pornôs, e que se apaixona durante o ofício.
Temos o viúvo que chora pela morte da mulher e cuida do enteado, um molequinho que se apaixona pela garota mais popular da escola. Inspirado pelo videoclip de um popstar à la Mick Jagger, ele decide aprender música pra impressionar a menina. O popstar , por sua vez, não tem ninguém, exceto pelo empresário, seu melhor amigo.
Por fim, Hugh Grant, o primeiro-ministro, que se apaixona por uma de suas funcionárias. Grant enche a tela com sua presença. É uma de suas melhores aparições, justamente por não fazer o papel do trintão que NÃO quer se envolver com ninguém.
Isso nos faz pensar o seguinte: não há uma forma única de amar. O amor é tão diverso quanto as pessoas, e cada uma é capaz de amar ao seu jeito. É o tipo de filme que não deixa os solitários se sentirem frustrados porque não encontraram sua ¿alma-gêmea¿, pois cada qual pode preencher sua vida das mais diferentes maneiras. Seja com amigos, seja com mulher/marido e filhos, seja com namorados...
O importante é sempre estar aberto para ouvir e aprender com quem está próximo de você. Pode não ser o Brad Pitt, pode não ser o George Clooney, pode não ser quem você queira, mas eu acredito, sinceramente, que nos momentos mais críticos da nossa vida, sempre temos as pessoas de quem precisamos ao nosso lado.
Decretado por Catarina,a Grande
9:19 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Sexta-feira, Dezembro 05, 2003
VOLLLLLTEI, CAMBADA!!!
A fim de acalmar os ânimos de meus insandecidos súditos, que se aglomeravam há dias nos portões de meus palácio, venho a público declarar que estou viva, apesar do sumiço. Em breve, mais notícias da Rainha mais Rock'n'roll e sangue-azul da face da Terra.
Aguardem e confiem...
Decretado por Catarina,a Grande
7:36 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:

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