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Segunda-feira, Novembro 24, 2003
SUMMERTIME
O verão oficialmente não começou, mas já faz mais de um mês que ele vem ensaiando suas ondas de calor e tempestade no lado debaixo do Equador. Mas verão não é somente aquele calor insuportável; é também uma das épocas mais legais do ano pra mim.
Refiro-me ao período de fim de ano. Novembro e dezembro são os meses mais corridos e ao mesmo tempo mais bacanas, pois o Natal se aproxima, tempo de finalizar prazos e projetos, tempo de redenção do nosso cansaço.
Para mim, o fim de ano sempre foi uma época marcante, em que sons, imagens, comidas, cheiros, sensações se aguçam, como se não houvesse um ano a seguir. Eis algumas coisas que vez ou outra voltam à minha memória quando os primeiros pisca-piscas começam a raiar no pôr-do-sol das oito da noite.
The Doors: ultimamente me bateu uma saudade do Doors¿de certa forma eu larguei os Beatles por causa do Jim Morrison. Na época em que saiu o filme de Oliver Stone, em 1991, fiquei fascinada com a trilha sonora, e passei a ouvir Doors com a mesma compulsão e obsessão que ouvia Beatles. Riders on the Storm foi trilha pra muito temporal dos idos de 91. Foi tão marcante pra mim essa associação entre Doors e verão que não consigo ouvir a banda fora dessa época.
Viva Hate (Morrissey): esse é o caso de um amigo secreto que deu certo. Em 1991 também havia pedido de amigo secreto algum disco dos Smiths, ou do Cure. Com meus colegas ignóbeis não sabiam nada além de Vanilla Ice, acabei ganhando um vale-disco, que gastei como primeiro solo do Morrissey. Não foi minha primeira opção, mas a loja não tinha lá muita coisa pra escolher. Passei o verão de 91 ouvindo Last Night on Maudlin Street, Suedehead, Everyday is like Sunday, etc, etc. Um ano depois troquei esse disco por Blçeach, do Nirvana, de priopriedade de Lady Grace. Mas até hoje eu ainda sei a letra de Last Night de cor.
R.E.M.: em 91 também tomei coragem pra comprar o último exemplar de Out of Time que jazia nas Pernambucanas. Até então eu torcia o nariz pra tudo que tocasse nas rádios ¿comerciais¿. Que dizer então de Losing my Religion, carne de vaca do dial? Mas algo inexplicável me fez comprar o primeiro de uma série de discos do R.E.M. Ouvia o disco duas, três vezes por dia. Todos os dias. Gravei os clips da banda (tenho até hoje gravado um especial da Manchete com Tom Leão!) e assistia toda madrugada. Insane, man! Totally shinny happy.
Wings at the Speed of Sound: essas são lembranmças mais remotas, de 1990, quando minha tia me deu a edição original de Wings at the Speed of Sound. Vinilzão bonito de 1976. Passava as tardes no meu quarto (como todo bom aborrecente) desenhando, escrevendo e ouvindo Beatles, Paul, e Wings. San Ferry Anne até hoje me lembra aquelas tardes em que o sol teima em ficar, mesmo quando chove forte.
Help/Revolver (Beatles): o chuvoso verão de 90 foi marcado também por esses dois discos. Estava eu no auge da minha Beatlemania, comprando e conhecendo a discografia básica. Pedi de Natal pros meus pais esses dois discos. Love me too much, The Night Before, I¿m only sleeping são exemplos de músicas que costumava ouvir quando o tempo ficava meio nublado e abafado.
Ano passado foi época de Rush. Há praticamente um ano, meu irmão e eu fomos assistir ao show dos canadenses em São Paulo. Terminei minha dissertação de mestrado ouvindo Rush. Para matar as saudades de tantos momentos, atualmente venho ouvindo Wings, Rush, R.E.M. e Doors. Só o Morrissey que dançou dessa vez.
Decretado por Catarina,a Grande
1:36 AM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Domingo, Novembro 16, 2003
AS INESQUECÍVEIS SESSÕES DA TARDE III
Mais do mesmo...
OS CAÇA-FANTASMAS
Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis, Rick Moranis, Sigourney Weaver. Como esquecer uma das trilhas mais famosas dos 80? Murray e Aykroyd, egressos do Saturday Night Live, já faziam sucesso em Hollywood. Harold Ramis atuou mais na direção: Feitiço do Tempo, com Bill Murray, é um dos vários filmes que Ramis dirigiu. Por ele usar óculos no filme, sempre tive uma queda por ele. Mas meu preferido sempre foi Aykroyd, como já escrevi em post anterior.
UM ESPÍRITO BAIXOU EM MIM
Não podia deixar de fora Steve Martin. Seu humor sempre foi mais refinado, como em Cliente Morto Não Paga, mas ele isso não o impediu de ser um dos reis das matinês, com Antes Só Do Que Mal Acompanhado (como John Candy) e o filme supracitado, com Lili Tomlin. Martin é o advogado que , após tomar uma baciada na cabeça, tem metade do corpo tomado pelo espírito de uma milionária solteirona que acabara de morrer, deixando seu espírito na tal bacia. O filme possui a famosa seqüência em que Martin se vê com as metades de seu corpo tomando direções diferentes. O domínio físico que ele demonstrou ter nos faz acreditar que ele estava mesmo tomado por dois espíritos diferentes e independentes!!
TRÊS AMIGOS!
Steve Martin, Chevy Chase e Martin Short fazem três atores de filmes de aventura do cinema mudo, que são chamados por um vilarejo mexicano para enfrentar El Guapo, o vilãozão. Não é um filme de rolar de rir, mas tenho boas lembranças ao assisti-lo, porque passei a infância vendo os filmes de Steve Martin e Chevy Chase.
PROBLEMAS MODERNOS
Esse é um filme que nem as operadoras a cabo passam mais. Mas vivia passando na Sessão da Tarde da Globo. Num belo dia, o personagem de Chevy Chase (de novo ele) tem o carro coberto por uma substância radioativa que amplia seus poderes psíquicos. Isto é, tudo o que ele mentalizar, acontece. Inesquecível a seqüência em que Chase apronta com um senhor num restaurante, munido de um copo de água.
FÉRIAS FRUSTRADAS
Chevy Chase novamente. Para mim, hoje, ele não passa de um cara mal-humorado, mas quando eu era pivete, seus filmes povoavam as Sessões da Tarde de algeria. Férias Frustradas é uma série de filmes que mostra a família Griswold aprontando em diversas ocasiões: em férias de verão (Férias Frustradas I), na Europa (II), e no Natal (III). O meu favorito é o segundo, em que Eric Idle (ex-Monty Python) faz um típico inglês, educadíssimo e nada reclamão, constantemente esfolado pelos Griswolds nos mais inacreditáveis acidentes.
TROCANDO AS BOLAS
Clássico dos clássicos. Dan Aykroyd faz um bilionário metido e arrogante, que sofre uma rasteira dos chefes, os velhacos irmãos Duke. O motivo: uma aposta baseada num antigo dilema, o meio modifica o homem? O valor da aposta: um dólar. Com isso, os irmãos pegam um malandro de rua, interpretado por Eddie Murphy (na época, recém-saído do Saturday Night Live) para tomar o lugar de Aykroyd , que, por sua vez, se vê jogado na miséria. A seqüência em que Aykroyd, vestido de papai Noel na véspera de Natal, invade a festa de confraternização de sua antiga empresa, é memorável. Mas o filme inteiro é quite a piece.
BILL E TED
Esse foi um hit do meu recém-comprado videocassete. Confira o que Keanu Reeves foi capaz de fazer quando não nem tinha idade pra posar de gostoso (o que realmente ele é) em Matrix. Bill e Ted são dois adolescentes que sonhavam em montar uma banda, mas que estavam encrencados em História na escola. Precisavam entregar um trabalho final sobre como personagens históricos veriam San Dimas (sua cidade natal) no presente. Para dar uma mãozinha aos futuros salvadores do mundo (sim, Bill e Ted salvariam o mundo com sua música ¿ excellent!), seus discípulos do futuro lhe enviam uma cabine eletrônica do tempo, que lhes permite fazer uma viagem no tempo, trazendo Sócrates, Freud, Joana D¿Arc, Gengis Khan, Billy the Kid, Abraham Lincoln pra o presente. Uma bobagem deliciosa.
CURSO DE VERÃO
Parem as máquinas!!!! Se você sofre de riso frouxo, esse filme é altamente recomendável. Mark Harmon faz um professor de educação Física incumbido de dar um curso de recuperação para jovens irrecuperáveis. Dentre os jovens irrecuperáveis, dois fãs de filmes trash de terror, que só pensam em sangue, membros decepados e muita maquiagem cenográfica. A melhor seqüência: quando o professor Harmon desiste de dar murro em ponta de faca e se manda, é enviada uma substituta, que encontra uma classe toda retalhada por dois assassinos da serra elétrica.
* * *
São tantos os filmes, pessoal, que nem minha limitada porém brilhante (e muito modesta) memória dá conta. Para quem se lembrou de outros filmes nos comentários, meus profundos agradecimentos. Quem quiser escrever sua própria resenha de filmes, meus espaço está aberto para vocês.
Gostaria de me desculpar pelos longos intervalos de atualização, mas eu nunca disse que ser Rainha de Catarinalândia era algo fácil. Ultimamente, e digo já há dois meses, meus despachos vêm aumentando. Com a aproximação do período de festas, vocês não sabem como ando requisitada! Ainda mais porque acumulo as funções de Rainha e Historiadora, o que torna meu trabalho hercúleo!
Mas creio que perto do Natal eu restabeleça meu hardware a fim de trazer posts mais interessantes.
Decretado por Catarina,a Grande
3:51 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Quinta-feira, Novembro 06, 2003
AS INESQUECÍVEIS SESSÕES DA TARDE II
Continuando a série de filmes que fizeram a minha alegria nos anos 80 e 90...
APERTEM OS CINTOS! O PILOTO SUMIU... & TOP SECRET : SUPERCONFIDENCIAL
Tenho verdadeira devoção pelos filmes de Zucker-Abrahams-Zucker, pais também de CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ. Leia aqui um autêntico tratado sobre a filmografia desses gênios do humor besteirol.
FEBRE DE JUVENTUDE
Esse filme tem minha idade, 25 anos. Ousou recriar com sensibilidade e graça as loucuras que os Beatles provocaram na juventude americana, quando da sua primeira passagem pelos Estados Unidos. O filme conta a história de cinco amigos que tentam de qualquer forma descolar uma entrada para o show de Ed Sullivan, em 1964. Provavelmente foi numa dessas Sessões da Tarde que descobri que os Beatles existiram. E que Paul era o mais lindo deles!
SÉRIE PANTERA COR-DE-ROSA
Peter Sellers era um ator e tanto. Todos os grandes comediantes são grandes atores, maiores até que muitos grandes atores dramáticos. A série de filmes A Pantera Cor-de-Rosa catapultou Sellers para o sucesso mundial, com o Inspetor Clouseau, e seu escudeiro, Kato. A dublagem faz perder um pouco da graça do sotaque francês que o ator (que era inglês) fazia com maestria. Mas o humor físico de suas gafes são necessitam de tradução.
UM TIRA DA PESADA
Hors-concours das matinês! O filme é im-ba-tí-vel! Nunca deixei de rir com nenhuma das reprises. Agora anda freqüentando as tardes de domingo. É o grande trunfo e também a grande sina de Eddie Murphy: como superar o insuperável? O atrativo extra do filme é Judge Reinhold, uma das vozes mais bonitas de Hollywood. Ah, outro filme de Murphy que costumava passar bastante era O Rapto do Menino Dourado.
SUPERMAN
TODAS as minha amigas suspiravam por Christopher Reeve. Imagina a desolação nossa quando ele sofreu o que sofreu. Mas o filme o imortalizou como o legítimo Superman, assim como Margot Kidder como a desengonçada Lois Lane, e Gene Hackman como o patético e careca Lex Luthor.
COMO ELIMINAR O SEU CHEFE
Cara, vai dizer que esse filme não é legal? Lili Tomlin, Jane Fonda e Dolly Parton são três funcionárias de uma grande empresa comandada por um grande canalha, machista, chauvinista, e aproveitador. Pastam na mão do pulha até o seqüestrarem e transformarem a companhia num lugar justo para o trabalho feminino. Por detrás das memoráveis seqüências em que cada uma imagina como eliminaria seu chefe, o filme contém uma crítica social severa às condições desiguais e desrespeitosas de trabalho para as mulheres na virada dos 70 para os 80.
Próximo post: maaaaais filmes....
Decretado por Catarina,a Grande
11:33 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Quarta-feira, Novembro 05, 2003
AS INESQUECÍVEIS SESSÕES DA TARDE I
Como de costume, depois de um período de trabalho intenso, despachando dia e noite no meu escritório ambulante, visitando os mineiros resgatados da Rússia, e dando uma esticada em Cancun, retorno ao Reino de Catarinalândia com a urgência de passar os próximos dias bundando no sofá, assistido à TV.
Abro o jornal, e o que vejo? Elvira, a Rainha das Trevas, essa quarta-feira, à tarde, na Globo! Na quinta, Benji. Semanas atrás foi a (bilionésima) vez de De Volta Para O Futuro. Nesse mês estréia no Telecine Happy o clássico Curtindo a Vida Adoidado. Isso me faz lembrar das edulcoradas tardes em que eu, ainda princesinha, investia minhas horas de ócio nas Sessões da Tarde!
ELVIRA, A RAINHA DAS TREVAS
Um dos filmes que mais aluguei na minha adolescência. Elvira, apresentadora de TV de filmes trash, vai a uma cidade interioriana dos EUA pra receber a fortuna de um parente. Com seu visual excêntrico (peitões mal escondidos num vestido preto de decote profundo, olhos pintados, cabeleira gigantesca, e um poodle punk) espanta a velharada e atrai a molecada. Rainha heavy-metal, Elvira é diversão garantida.
BENJI
Quantos cachorrinhos já não foram chamados de Benji no meio dos 80? Hei, aposto que vocês choravam quando viam Lassie. Eu chorava um monte quando era pequena. Filme com cãozinho é uma delícia. Nota para a Associação Protetora dos Animais: tive uma vizinha que comprou um filhotinho e o chamou de Benji. Mas, quando o cãozinho cresceu, a desgraçada o largou na rua. Burn in hell, bitch!
BANZÉ NO OESTE
Uma das obras-primas de Mel Brooks, que sempre fez boa parceria com Gene Wilder. A cena em que um bando de caubóis comem feijão em torno de uma fogueira é hilária, nojenta e antológica.
SPACEBALLS : S.O.S. TEM UM LOUCO SOLTO NO ESPAÇO
Mel Brooks de novo. Esse eu vi no cinema, em 1987. Rick Moranis (eu era louca por esse baixinho), Bill Pullman, e o saudoso John Candy participaram da insana paródia de Star Wars, que também aproveitou para tirar uma com Alien (lembra a parte em que um alienzinho sai do estômago de um cliente num restaurante ¿de beira de espaço¿?), a Ponte do Rio Kuwai, etc etc etc.
CURTINDO A VIDA ADOIDADO
Ferris Bueller é O malandro: faz a coisa errada do jeito certo, matando aula sem deixar rastros. Pega a namorada e o melhor amigo, o paranóico Cameron, para ¿curtir a vida a adoidado¿. O filme ficou famoso não só pelas estripulias de Bueller, mas pelo recurso de o personagem falar diretamente para a câmera. Matthew Broderick, como Ferris, fez muita menininha guardar sua foto junto com a de Michael J. Fox. Mas como eu sempre fui do contra, gostava do Cameron (Alan Ruck).
DE VOLTA ÀS AULAS
Outro crrrááásicaço! E figura entre os filmes mais engraçados da cultura pop anos 80. A estrela do filme é o tiozinho Rodney Dangerfield, que interpreta o empresário podre de rico, Thorton Mellon, que resolve retornar à faculdade junto como filho.Oingo Boingo aparece na festa de Mellon, tocando Dead man¿s party.
Próximo post: mais filmes!
Decretado por Catarina,a Grande
1:16 AM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:
Segunda-feira, Novembro 03, 2003
NOTAS REFLEXIVAS
Estou exausta. E quando fico exausta, um pouco da minha graça se vai. Desculpem-me os queridos súditos, mas a Rainha está um caco. Por isso, deixo-lhes uma pequena nota pra pensar.
* * *
A vida é feita de segundos. Milhares de pensamentos passam pelos neurônios em segundos, e em segundos tomamos decisões. Decisões que podem mudar rumos da nossa vida e da vida dos outros.
Como no filme Sliding Doors, em que Gwyneth Paltrow vive duas situações paralelas, conforme duas decisões diferentes tomadas num mesmo momento, milhares de coisas acontecem porque optamos por uma coisa e, não por outra.
Por exemplo, você tem de viajar, e há duas opções: ônibus ou carro, como carona. Em uma fração de segundos, você recusa a carona oferecida por alguém desconhecido para pegar o caminho seguro das linhas de ônibus e da rodoviária. Ou, em uma fração de segundos, você toma a carona, vencido pelo cansaço e tentado para chegar em casa o mais rápido possível.
Mas, e se a pessoa que lhe ofereceu carona for um maníaco, um assassino, um psicopata, um pervertido? E se no meio da estrada, o ônibus sofrer um acidente, um assalto, um seqüestro? Reféns da indeterminação do futuro, só nos restam segundos para decidir por onde ir. Riders n the storm/ There is a killer on the road. (Doors)
Por isso, meus caros, reflitam sobre os segundos que lhes pertencem e tentem usá-los da melhor forma possível, com bom senso. Mas sempre conscientes que nem sempre temos controle do nosso destino. Em períodos de estresse, de fim de ano, e de fechamento de uma porrada de coisas, eu já gastei meus preciosos segundos exercitando minha porção George Constanza reclamando da vida, dos outros, de mim mesma, dando cabeçada e sentindo pena de mim mesma.
Até que me olhei no espelho ontem, e aí pude ver que o cansaço físico, mental, e psicológico me deu ares envelhecidos, me deu um aspecto meio pálido, meio cadavérico. Percebi o quanto havia desperdiçado meu tempo comungando com meus demônios internos. E sinto agora um desejo de vingança contra minhas tolices.
Tudo em questão de segundos, frações de segundos. Resta-me novamente a opção de escolher as portas reservadas pelo destino. Agora e sempre. So help me God.
Decretado por Catarina,a Grande
12:01 PM
Súditos que beijaram a mão da Rainha:

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